Provas inevitáveis, ganhos inestimáveis! 

Trilharemos por caminhos que não desejamos, faremos acertos de contas que não imaginávamos ter um dia. As possibilidades de uma desistência de tudo sempre batendo na porta e convidando para que não se erga e caminhe até a linha de chegada.
Já me perguntei por décadas sobre felicidade, tempo e qualidade de vida. Palestrei sobre isso umas centenas de vezes durante alguns anos. Não como quem tem a razão e a certeza, mas como quem vive o cotidiano de uma pessoa comum. E minha conclusão, até o presente momento, é de que não são altos e baixos, são degraus acima. A cada quitação de débito, seja dessa ou de outra vida, há uma elevação no plano psicológico, principalmente.

Ao término de cada peleja é preciso uma festa, uma comemoração. E, óbvio, a certeza de uma dezena de outras provações vindouras e bem vindas, já que são inevitáveis.

E os ganhos?

São inestimáveis! Existe um regresso ao que há de mais verdadeiro em nós, sempre que somos postos diante de situações que parecem fora de nosso controle. Se deixarmos, há cura para tantos problemas da alma, tanta clareza e paz ao desenrolar de cada novelo desse carretel que chamamos vida!

E a felicidade plena?

Pois é, plenitude remete a algo completo, inteiro! Portanto, tente se imaginar sem os desafios que venceu, as batalhas que ganhou, ou até mesmo as que perdeu. Sua identidade não existiria. Simples assim.

O estado perfeito do ser humano é um ideal, uma utopia, quase um engodo! Longe de mim fazer o santo do pau oco. Mas nos melhorar é uma opção! Sim você pode virar um maníaco depressivo, sociopata, escroto, cínico. Mas pode também se tornar mais flexível, sincero, romântico, atento a sí e seus defeitos. É tudo uma questão de escolha, que é uma questão de referencial, ou seja, a quem você se alia e busca respaldo para seguir seu caminho. Por isso, o velho jargão “Somos fruto do meio”. E nesse quesito, sou privilegiado, pois consegui, ao longo de 35 anos, ter ao meu lado as melhores pessoas que alguém poderia ter, os melhores livros que a visão me deixou ler. Deles, neles e por eles, formei uma identidade peculiar, idiossincrática e ao mesmo tempo global, enfim, uma rede de seres humanos, vivos ou mortos, santos, profanos, nerds, mongóis, sábios, sanguíneos, me dando insights de como encarar cada parte do percurso.

Esse texto não acaba aqui, já que a vida continua. Espero que eu possa dar continuidade na categoria de quem não desistiu, mesmo nos momentos mais difíceis.

Se você leu até aqui, peço que, em suas preces, me inclua também.

Com carinho e o máximo que a sinceridade me deixa ir,

T

L

Tony Lopes - Designer, ativista, amante da natureza, ouve rap compulsivamente, viciado em séries e tranquilidade.
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