Um mentor: Ruim com, pior sem!


No Brasil somos criados com a ideia de fazer 18 anos e ser “livre”. A ânsia por tomar álcool sem correr o risco de “dar ruim”, tirar carteira de motorista, entrar em show além matinê, enfim, fazer coisas que os adultos fazem. 

Por outro lado, quando chegamos na idade, nem sempre sabemos cultivar tal liberdade. Trazemos a criança que pegava os carrinhos e chocava uns contra os outros pra fazer o mesmo nas ruas, a cervejinha que antes era algo oculto em festas periódicas, vira a fuga de todas as horas, esconderijo perfeito pra triturar nossa Alma e incentivar a inconsciência se si. É quando nasce o cínico, despudorado e inconsequente. 

Essa alma sebosa não tem critérios, ninguém o detém por que se considera livre. Torna-se uma máquina de rebeldias desnecessárias e quando se repara, foge pra longe do que vê. E se esconde, na ânsia infantil Ainda de permanecer a salvo do que significa “ser”. 

Se dá sorte, encontra pelo menos 1 mentor, alguém com liberdade pra lhe dizer em amor e face a face como o vê. 

Se você conhecer um líder que não tem um líder, fuja. Adultos que se consideram independentes e donos de uma verdade podem estar vivendo uma grande mentira. 

Por fim, deixo meu respeito e admiração pelos mentores e líderes que tem me acompanhado durante minha trajetória. Obrigado pela coragem de me acordarem, mesmo quando foram necessários alguns tapas na cara. Sem vocês seria impossível chegar até aqui. Muito obrigado! 

Tony L. Draper 

#texticulous 

Ilustração: Los Carpinteros

Tony Lopes - Designer, ativista, amante da natureza, ouve rap compulsivamente, viciado em séries e tranquilidade.
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