Categoria: Planner

Estou só dando uma olhadinha 

A visita do cliente e o que ele espera desse momento há muito não é pensada no varejo. 

Os resultados versus as metas, sempre tomando nocaute, tornam a percepção do pequeno empresário turva. Ele não consegue entender o que está errado, onde os produtos não estão agradando e, o pior, se o concorrente tem o mesmo produto, vê-lo vender e você não.
Senta aqui…

Tá na cara que, de um modo ou de outro, todos estão nas redes sociais. Elas já não são mistério pra ninguém. Outra evidência é que o preço das coisas já podem ser vistos sem que seja necessário sair de casa. Tão logo, o seu melhor preço já deve ser sabido pelos seus consumidores.

Ops…mas vc ainda se surpreende com a concorrência? Ou pior, sai correndo feito um louco para alcançá-lo através da redução do valor do seu produto que, provavelmente você comprou em maior quantidade, reduzindo assim a margem de lucro e tornando as despesas fixas um peso pra sua organização?

Pra piorar você ainda acha que é possível vender produtos de alto valor agregado utilizando táticas de camelôs (nada contra, apenas um paralelo)?

Desculpe, mas é preciso trocar os apelos “compre meu produto”, “visite minha loja” ou “venha nos fazer uma visita” por:

“Buscamos atender desejos que você sequer sabe que tem.”

“Nossos produtos são um mero detalhe, isso a concorrência tem. Nós cuidamos de você.”

Ou ainda:

“Visite a concorrência e veja o quanto somos diferentes.”

As pessoas preferem pagar o valor real de um produto quando seus atendentes apresentam uma certa “conexão” com o cliente, a importância daquela aquisição e entende sua vontade. Principalmente no Brasil, é muito fácil entender o gosto (ou falta dele) do cliente. Nosso público não e neutro, busca constantemente um lugar onde possa não apenas comprar um produto, mas ter um momento agradável, aconchegante mesmo.

Sem mais delongas, a conversão de uma visita em venda pode ser mais difícil do que você imagina. Envolve carisma, atenção, cuidado e, por fim, não menos importante, conhecimento da concorrência e sua aposta para o momento, sem lhe dar chances de perceber que a concorrência não existe, pois já não são produtos em troca de dinheiro, mas relacionamento.

Bons negócios! 

O planejamento de projetos no Brasil

Muitas empresas por onde passamos dizem que planejam seus projetos. Porém, quando olhamos de perto, notamos que, na realidade, poucas pessoas fazem de fato um planejamento completo e eficaz.

Foto: Living Well Spendingless

Entre As principais causas encontramos: a falta de conhecimento em como planejar, a quantidade de projetos em que os Gerentes de Projeto são alocados, a falta de cultura, a percepção de que planejamento é perda de tempo ou mera burocracia, dentre outras.

No exterior, em países em que as pessoas têm por hábito planejar projetos, tais como Alemanha, Japão, Estados Unidos e Inglaterra, o índice de sucesso quanto à conclusão dentro do prazo, do orçamento e de obtenção dos resultados desejados pela organização giram em torno de 80% (Standish Group, 2012). No Brasil, esse número dificilmente passa dos 20%.

Foto: Lean Construction

Estudos mostram que, quando o plano do projeto é escrito, as chances de sucesso aumentam em cerca de 60%, quando comparados aos resolvermos dos projetos em que o planejamento não é elaborado ( Quekuas e Barcui, 2008).

O percentual de dedicação no planejamento nesses países nos casos de sucesso é cerca de 20% a 25% de todo o projeto (Standish Group, 2012), ao passo que, no Brasil, há apenas 20 a 25 minutos de dedicação ao planejamento, é quase apenas mentalmente. Claro que os 20 a 25 minutos é uma brincadeira…ou não? A realidade, infelizmente, é que no Brasil se constata que a dedicação não é diferente disso. Afinal somos considerados mundo afora como o pop do “jeitinho”, do improviso, da proatividade, do jogo de cintura, da maleabilidade  e da criatividade. Sem entrarmos no mérito de julgamento de sermos piores ou melhores, mas será que para trabalhar com projetos, esse jeito de ser é o que nos traz os melhores resultados? Os países que citamos estão sempre “coincidentemente”, entre as principais economias do mundo. Portanto cabe aqui uma pergunta: quanto tempo é necessário para fazer um bom plano de projeto? E o que é necessário reunir para fazê-lo?

Imagem: Fertility Awareness

Muitos gerentes de projetos entram numa fria no começo do projeto. Recebem um proeiro com prazos curtos e pouco dinheiro – situação comum para quase todos que trabalham com projetos. Mas por que alguns executivos prometem o projeto para alguém em prazos e orçamentos tão ousados? Eles dizem que precisam entregar o projeto dentro de Gaia restrições, pois foram impostas pelo cliente ou pelo chefe do chefe; é que se não entregá-lo o Gerente de Proneto ficará numa situação complicada na empresa, podendo até ser mandado embora.

Enfim, normalmente, são as oportunidades do momento para o negócio.

Fonte: PM Visual – Robson Camargo