Categoria: Espiritismo

Estudos espíritas para Pessoas Comuns – Questão 1014

Um dos maiores questionamentos que vejo dentro e fora do mundo espírita é sobre a relação que os desencarnados travam com os encarnados. E obviamente, meu conhecimento razo, talvez pobre, não me permita enxergar a importância de tal comunicação. Por isso, revolvi começar do final do livro, onde trata de céu, inferno, etc.

Está parte especificamente, lida menos com questões morais e nos leva ao contato direto com o que a doutrina espírita trata de forma específica, pontos importantes para o entendimento de sua codificação.

Até onde compreendi, há espíritos desencarnados que nos ajudam, pois está acaba sendo sua missão pra evolução e tem os sem noção, que chegam do outro lado meio sem saber o que tá rolando. Ao que me parece, está questão tenta explicar o sentido de inferno quando algum espírito desencarnado assim manifesta seus sentimentos do outro lado.

Interessante, meio mágico. Eu sei. Mas olhemos para o lado místico de toda crença. Talvez possamos abrir mão desse conceito pré concebido e abracemos uma nova realidade onde o mundo inteiro está repleto de seres desencarnados querendo foder a vida das pessoas por entenderem que nossa cabeça pensa assim.

Falaremos mais adiante sobre isso, mas explica muito, se prestarmos atenção ao nosso cotidiano e às interferências, principalmente na forma como nos comunicamos com o próximo.

Tony L. Draper
Ps: Se você é um espírita que estuda a doutrina, peço que gentilmente emita seus pareceres e, por favor, corrija minhas colocações.

Abaixo questão e resposta:

1014. Como se explica que Espíritos, cuja superioridade se revela na linguagem de que usam, tenham respondido a pessoas muito sérias, a respeito do inferno e do purgatório, de conformidade com as idéias correntes?

“É que falam uma linguagem que possa ser compreendida pelas pessoas que os interrogam. Quando estas se mostram imbuídas de certas idéias, eles evitam chocá-las muito bruscamente, a fim de lhes não ferir as convicções. Se um Espírito dissesse a um muçulmano, sem precauções oratórias, que Maomé não foi profeta, seria muito mal acolhido.”

– Concebe-se que assim procedam os Espíritos que nos querem instruir. Como, porém, se explica que, interrogados acerca da situação em que se achavam, alguns Espíritos tenham respondido que sofriam as torturas do inferno ou do purgatório?

“Quando são inferiores e ainda não completamente desmaterializados, os Espíritos conservam uma parte de suas idéias terrenas e, para dar suas impressões, se servem dos termos que lhes são familiares. Acham-se num meio que só imperfeitamente lhes permite sondar o futuro. Essa a causa de alguns Espíritos errantes, ou recém-desencarnados, falarem como o fariam se estivessem encarnados. Inferno pode traduzir por uma vida de provações, extremamente dolorosa, com a incerteza de haver outra melhor; purgatório, por uma vida também de provações, mas com a consciência de melhor futuro. Quando experimentas uma grande dor, não costumas dizer que sofres como um danado? Tudo isso são apenas palavras e sempre ditas em sentido figurado.”

#espiritismo

Estudos Espíritas para Pessoas Comuns Parte 3 – O céu que me habita.

Se existe apenas um tipo de céu, um inferno ou purgatório? É importante saber disso? É necessário saber disso?

Não sei! Já não me importo com isso. Já não me afeta o fato de existir um mar que arde em fogo enxofre ou labaredas consumindo minha Alma. Do mesmo modo que sei da necessidade de levar uma vida em consciência tranquila, em paz comigo e com quem mais for possível ter paz de acordo com minha evolução.

Alguém irá querer atacar o argumento embebendo-o em teologia. E eu entendo. Mas discordo e vou além: O inferno cristão da Bíblia se utilizou da linguagem que era possível para a época. O entendimento sobre psiquê se deu centenas de anos depois. Em resumo, hoje podemos saber que céu é aquele sonho bom e inferno aquele pesadelo que de tão real oramos de alegria ao acordar!

Pra simplificar mais ainda: Tente não morrer com a consciência pesada, isso será seu inferno.

Tente não viver com a consciência pesada. Isso será seu purgatório em vida.

Dê o seu melhor e descubra-se dia após dia. Isso será o céu na terra e onde quer que esteja.

Abaixo a questão, a resposta do Espírito de Verdade e o comentário de Alan Kardec!

Tony L. Draper
#espiritismo #pessoascomuns #blog

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Pergunta:

1017. Alguns Espíritos disseram estar habitando o quarto, o quinto céus, etc. Que querem dizer com isso?

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Resposta do Espírito de Verdade:

“Perguntando-lhes que céu habitam, é que formais idéia de muitos céus dispostos como os andares de uma casa. Eles, então, respondem de acordo com a vossa linguagem. Mas, por estas palavras – quarto e quinto céus – exprimem diferentes graus de purificação e, por conseguinte, de felicidade. É exatamente como quando se pergunta a um Espírito se está no inferno. Se for desgraçado, dirá – sim, porque, para ele, inferno é sinônimo de sofrimento. Sabe, porém, muito bem que não é uma fornalha. Um pagão diria estar no Tártaro.”

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A.K.:

O mesmo ocorre com outras expressões análogas, tais como: cidade das flores, cidade dos eleitos, primeira, segunda ou terceira esfera, etc., que apenas são alegorias usadas por alguns Espíritos, quer como figuras, quer, algumas vezes, por ignorância da realidade das coisas, e até das mais simples noções científicas. De acordo com a idéia restrita que se fazia outrora dos lugares das penas e das recompensas e, sobretudo, de acordo com a opinião de que a Terra era o centro do Universo, de que o firmamento formava uma abóbada e que havia uma região das estrelas, o céu era situado no alto e o inferno em baixo. Daí as expressões: subir ao céu, estar no mais alto dos céus, ser precipitado nos infernos. Hoje, que a Ciência demonstrou ser a Terra apenas, entre tantos milhões de outros, uns dos menores mundos, sem importância especial; que traçou a história da sua formação e lhe descreveu a constituição; que provou ser infinito o espaço, não haver alto nem baixo no Universo, teve-se que renunciar a situar o céu acima das nuvens e o inferno nos lugares inferiores. Quanto ao purgatório, nenhum lugar lhe fora designado. Estava reservado ao Espiritismo dar de tudo isso a explicação mais racional, mais grandiosa e, ao mesmo tempo, mais consoladora para a humanidade. Pode-se assim dizer que trazemos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso. O purgatório, achamo-lo na encarnação, nas vidas corporais ou físicas.

Estudos espíritas para pessoas comuns – Dia 2

Pergunta de número 1018 

Em que sentido se devem entender estas palavras de Cristo: Meu reino não é deste mundo?

“Respondendo assim o Cristo falava em sentido figurado. Queria dizer que só reina sobre corações puros e desinteressados. Ele está onde quer que domine o amor do bem, mas os homens, ávidos das coisas destes mundo e apegados aos bens da terra, não estão com Ele.”

Imagine a cena

No episódio onde acontece esta fala, Jesus acaba de ser preso, traído por Judas, negado por Pedro e está sendo sabatinado pelos doutores da Lei. Fora abandonado por aqueles que escolheu para tornar sua estadia nesta terra mais amigável, encontra-se de mãos, literalmente, atadas.

O que podemos perceber é que há sim, uma desilusão com relação a este mundo e, mais que isso, uma solidão atroz.

Suas palavras vêm de encontro às nossas mentes como uma bomba. Pois nos descredibiliza no sentido de vivência em harmonia e afeto. Assim como também nos tira da presença do amor e nos transporta para o reino do egoísmo, do medo e da covardia. Todos o haviam abandonado, teria que provar diante de um juiz injusto quem era e em nome de quem fizera os milagres que havia praticado.

Nesse momento, onde todos se esconderam, ficou claro que, realmente, este mundo não era seu, esse reino não lhe era necessário. Pois para ser rei neste mundo era preciso tomar posse da injustiça, da covardia e aprisionar inocentes.

Também era uma forma de dizer que aqueles que o abandonaram não entenderam nada ainda, mas que na hora certa viriam a compreender o sentido de cada gesto, situação e palavras.

Ninguém quer viver ou reinar em um mundo onde as relações se dão no âmbito do interesse, da troca e quem vale mais é porque possui mais. Em um reino celestial e perfeito, o amor, a paz e o companheirismo são modus operandi,  e quem quiser entrar por esta porta que leva a este lugar, precisa reconhecer a majestade do primogênito de Deus em sua vida, tornando cada momento neste reino de pecado e absurdos, parte do projeto que Ele preparou para cada um.

Que Ele, o Reino celeste nos encontre, transforme e nos aceite!

Nele,

Estudos espíritas para pessoas comuns – Dia 1

Tive meu primeiro acesso ao espiritismo Kardecista em 2008, através da minha amiga Elizabete Rosso. De lá pra cá tenho aprendido um pouco a cada ano. Já me matriculei em alguns cursos da FEB (Federação Espírita Brasileira), converso cotidianamente com pessoas que entendem da codificação das obras de Allan Kardec e sou muito fan das palestras do Aroldo Dultra Dias (por intermédio do amigo Frederico Santos).

Diferente da minha conversão ao cristianismo (evangélico, protestante, pentecostal, tradicional, calvinista), esse novo momento, no cristianismo espírita dos últimos 9 anos tem sido leve, sem pressa e sem lutas imaginárias contra inimigos invisíveis. De outro modo, as lutas têm sido cada dia mais reais, intensas e satisfatórias. Tenho vencido a mim mesmo, enquanto tenho amado a mim mesmo, respeitado e curtido cada parte que envolve ser eu. Por narcisismo? Não! Apenas por entender que o amor está em mim e a mim também serve. Tem sido mais fácil amar o próximo, inclusive perdoar e compreender.

O Jesus da bíblia é o mesmo Jesus que continua operando enquanto mesclo os conhecimentos atualizados dos códigos de livros como O Livro dos Espíritos, por exemplo.

O lema de introdução para o Livro dos Espíritos me guiaria até este momento:

“Para coisas novas precisamos de palavras novas; assim exige a clareza da linguagem, para evitarmos a confusão inerente ao sentido múltiplo dos mesmos termos.”

Das 3 curiosidades:

  • Alan Kardec não era médium
  • O livro foi transmitido através de diversos médiums da época
  • O livro chegou a ser proibido em alguns países da Europa

Do motivo deste primeiro texto:

Deixar público meu avanço no estudo da doutrina espírita e, através disto, manter acesa a chama desse novo jeito de ver e acreditar nas coisas. Não é objetivo evangelizar. Mesmo. Apenas ter como registro, mesmo que digital, a princípio, parte das coisas que interpreto do livro em questão.

O livro em sí: 

É formado por perguntas e respostas. Kardec pergunta, o Espírito de Verdade responde.

Minha intensão:

Ler uma questão por dia, juntamente com sua reposta. Sintetizar em um texto, de acordo com meu entendimento. Simples, leve e objetivo. Serão 1019 dias de reflexão.

Bem-vindo à bordo!

Primeira pergunta, de número 1019 (sim, estou fazendo igual com mangá, de trás pra frente).

Poderá jamais implantar-se na Terra o reinado do bem?

“O bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que a vêm habitar, os bons predominarem, porque, então, farão que aí reinem o amor e a justiça, fonte do bem e da felicidade. Por meio do progresso moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Estes, porém, não a deixarão, senão quando daí estejam banidos o orgulho e o egoísmo.

Predita foi a transformação da Humanidade e vos avizinhais do momento em que se dará, momento cuja chegada apressam todos os homens que auxiliam o progresso. Essa transformação se verificará por meio da encarnação de Espíritos melhores, que constituirão na Terra uma geração nova. Então, os Espíritos dos maus, que a morte vai ceifando dia a dia, e todos os que tentem deter a marcha das coisas serão daí excluídos, pois que viriam a estar deslocados entre os homens de bem, cuja felicidade perturbariam. Irão para mundos novos, menos adiantados, desempenhar missões penosas, trabalhando pelo seu próprio adiantamento, ao mesmo tempo que trabalharão pelo de seus irmãos mais atrasados. Neste banimento de Espíritos da Terra transformada, não percebeis a sublime alegoria do Paraíso perdido e, na vinda do homem para a Terra em semelhantes condições,
trazendo em si o gérmen de suas paixões e os vestígios da sua inferioridade primitiva, não descobris a não menos sublime alegoria do pecado original? Considerado deste ponto de vista, o pecado original se prende à natureza ainda imperfeita do homem que, assim, só é responsável por si mesmo, pelas suas próprias faltas e não pelas de seus pais.

Todos vós, homens de fé e de boa-vontade, trabalhai, portanto, com ânimo e zelo na grande obra da regeneração, que colhereis pelo cêntuplo o grão que houverdes semeado. Ai dos que fecham os olhos à luz! Preparam para si mesmos longos séculos de trevas e decepções. Ai dos que fazem dos bens deste mundo a fonte de todas as suas alegrias! Terão que sofrer privações muito mais numerosas do que os gozos de que desfrutaram! Ai, sobretudo, dos egoístas! Não acharão quem os ajude a carregar o fardo de suas misérias.”

SÃO LUÍS.

Ufa, tem jeito! 

Essa é a primeira expressão que me vem à mente quando leio essa resposta. Saber que não estamos ficando piores. Pelo contrário, estamos melhorando. Nos aperfeiçoando, nos tornando aquilo que viemos ser, já somos e/ou já fomos. Já podemos ver o progresso acontecendo nas inovações tecnológicas. Como diria o Shaw, “há menos mal do que bem”.

Melhor ainda é saber que essa perspectiva de evolução moral se dá no âmbito da vida real. Do cotidiano difícil de cada pessoa no mundo que carrega o fardo de ser quem é. Das dificuldades relacionais entre religiões e seus líderes. Das promessas de bomba atômica do amigo da Coréia do Norte, ou das cartas encantadoras do Papa Francisco pedindo paz.

O mundo nunca foi um lugar tão bom para se viver. Se olharmos a evolução dos últimos 200 anos, veremos que trata-se sim de um processo de higienização divina. O bem triunfará e não será através de um plano de governo mundial. Mas da vivência coletiva da unidade que sabemos ser. Do nível evolutivo que alcançaremos guerra após guerra, peste após peste e tsunamis após tsunamis.

Esta evolução passa, obviamente pelo viés ambiental, do cuidado com as mudanças climáticas e as novas tecnologias para tornar a água algo potável sem dificuldades. Além da redução da emissão de gases nocivos à atmosfera terrestre, a evolução da espécie em seus hábitos e prazeres. O equilíbrio dos hormônios e a cura de antigos males. Inevitavelmente o nascimento de outras visões do que significa ser feliz.