Categoria: Forbes

Estou só dando uma olhadinha 

A visita do cliente e o que ele espera desse momento há muito não é pensada no varejo. 

Os resultados versus as metas, sempre tomando nocaute, tornam a percepção do pequeno empresário turva. Ele não consegue entender o que está errado, onde os produtos não estão agradando e, o pior, se o concorrente tem o mesmo produto, vê-lo vender e você não.
Senta aqui…

Tá na cara que, de um modo ou de outro, todos estão nas redes sociais. Elas já não são mistério pra ninguém. Outra evidência é que o preço das coisas já podem ser vistos sem que seja necessário sair de casa. Tão logo, o seu melhor preço já deve ser sabido pelos seus consumidores.

Ops…mas vc ainda se surpreende com a concorrência? Ou pior, sai correndo feito um louco para alcançá-lo através da redução do valor do seu produto que, provavelmente você comprou em maior quantidade, reduzindo assim a margem de lucro e tornando as despesas fixas um peso pra sua organização?

Pra piorar você ainda acha que é possível vender produtos de alto valor agregado utilizando táticas de camelôs (nada contra, apenas um paralelo)?

Desculpe, mas é preciso trocar os apelos “compre meu produto”, “visite minha loja” ou “venha nos fazer uma visita” por:

“Buscamos atender desejos que você sequer sabe que tem.”

“Nossos produtos são um mero detalhe, isso a concorrência tem. Nós cuidamos de você.”

Ou ainda:

“Visite a concorrência e veja o quanto somos diferentes.”

As pessoas preferem pagar o valor real de um produto quando seus atendentes apresentam uma certa “conexão” com o cliente, a importância daquela aquisição e entende sua vontade. Principalmente no Brasil, é muito fácil entender o gosto (ou falta dele) do cliente. Nosso público não e neutro, busca constantemente um lugar onde possa não apenas comprar um produto, mas ter um momento agradável, aconchegante mesmo.

Sem mais delongas, a conversão de uma visita em venda pode ser mais difícil do que você imagina. Envolve carisma, atenção, cuidado e, por fim, não menos importante, conhecimento da concorrência e sua aposta para o momento, sem lhe dar chances de perceber que a concorrência não existe, pois já não são produtos em troca de dinheiro, mas relacionamento.

Bons negócios! 

Alguém falou Rap Game?

O astro de 29 anos, Drake é o mais novo integrante do Forbes Five, o ranking dos artistas de hiphop mais ricos. O quinteto deve suas fortunas a participações em bebidas alcoólicas, linhas de roupa, gravadoras e serviços de streaming de música. 

Abaixo a lista:


1 – Sean Diddy Combs

Patrimônio líquido: U$$750 milhões 

Fonte: contrato com a vodca Ciroc e partes na TV Revolt, na linha de vestuário Sean John e na água alcalina Aquahydrate.

2 – Abdre Dr. Dre Young

Patrimônio líquido: U$$710 milhões 

Fonte: renda obtida na venda à Apple, por U$$3 bilhões da linha de fones de ouvido Beats By Dre, em 2014.

3 – Shawn Jay Z Carter

Patrimônio líquido: U$$610 milhões 

Fonte: Empresa de entretenimento Roc Nationals, champanhe Armand de Brignac e serviço de streaming Tidal.

4 – Bryan Birdman Willians 

Patrimônio líquido: U$$110 milhões 

Fonte: Cash Money – Nome de seu selo musical.

Aubrey Drake Graham

Patrimônio líquido: U$$60 milhões 

Fonte: turnês e patrocínios da Nike, Sprite e Apple. 

Fonte: Forbes junho/2016

As cidades do amanhã – Por João Doria

João Doria - Empresário e Jornalista.
João Doria – Empresário e Jornalista.

Em meio a intensos embates e mudanças na esfera político-econômica que o país atravessa, a pauta da sustentabilidade é preterida à sombra dos temas urgentes de nossa sociedade. O que é uma injustiça. A construção de um meio ambiente mais saudável tem que fazer parte da agenda prioritária das gestões públicas, de empresas e da vida do cidadão. Tata-se de um compromisso com a cidadania e postura de responsabilidade com as futuras gerações.

São Paulo é um exemplo deste quadro. Em nome do progresso e de sua grandeza, da pressa de manter a hegemonia na ponta de lança do enriquecimento nacional, a metrópole cresceu demais. E hoje padece das mazelas das megametrópoles: áreas verdes sufocadas, envenenamento do ar e dos rios, impermeabilização do solo, incremento de construções em morros e áreas degradadas, invasão de mananciais e povoamento de espaços sem o mínimo de condições para garantir a sobrevivência decente às populações carentes.

A pergunta recorrente continua sendo um desafio aos administradores: É tarde para reverter uma longa historia de descuidos e irresponsabilidade para com o meio ambiente da maior metrópole brasileira? É evidente que não. Basta seguir os melhores exemplos de grandes cidades mundiais, como Frankfurt, Londres e Copenhagen, que harmonizaram o crescimento econômico, sempre sob a análise dos impactos ambientais que as ações administrativas provocam.

Vale reconhecer: São Paulo é o primeiro município brasileiro a aparecer no ranking Índice de Cidades Sustentáveis, da consultoria Arcadis, que classifica as cidades em 20 indicadores de cinco área-chave: economia, negócios, risco, infraestrutura e finanças. Ocupa a 31ª posição. Mas ainda temos um bom caminho para conquistar um posto entre as 10 metrópoles mais sustentáveis do planeta. É onde devemos estar.

Falta a São Paulo e às demais grandes cidades brasileiras colocar a sustentabilidade na agenda de prioridades de forma efetiva. É fundamental hoje, para qualquer gestão pública, ter um olhar que vise aliar o bem-estar da população com uso inteligente e racional de seus recursos naturais.

Também falta educar. Fomentar a produção cultural com vistas à sensibilização de massa e ampliação da consciência ambiental. E ter a infância e a juventude inseridas neste contexto. São elas que irão colher frutos ou as pedras das ações atuais.

Multiplicar os programas de incentivo à adoção de comportamentos mais colaborativos na utilização dos resíduos sólido, especialmente pela aplicação do conceito 5R (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar); manter atualizados os mapeamentos de áreas de risco; ampliar as políticas de proteção sócio-ambiental das famílias em áreas verdes destinadas ao lazer e bem-estar da população com a criação de parques, praças e projetos de recuperação de margens de rios – são alguns dos pontos que gestores devem perseguir ao atuar pelo bem comum.

Sabemos que as cidades gigantes não podem sonhar com a qualidade de vida de cidades menores. Mas i importante é perseverar e educar. Não há outra maneira de garantir cidades e um país mais saudáveis para as próximas gerações.

Texto de João Doria para a Forbes – Edição 42 – Junho de 2016