Quem bem soubesse deveria procurar alguém para não transar! Um ensaio sobre monogamia, paixão e sexo, claro!


Pare um pouco para pensar em seu desenvolvimento, sua história e o percurso que trilhou até aqui. 
Fez? Claro que não, mas faça depois. Acho válido. 

Empirismo nosso de cada dia: 

Cresci em um país conhecido mundialmente pelo seu povo ‘caliente’, entre pessoas calientes, assisti filmes, séries e li livros ‘calientes’. Antes de uma história romântica, garotos de 14 anos não pensam pouco em sexo. Acordamos e dormimos com esse sentimento de que transar é o grande barato. 

Da estética:

Não importa se parece a Elza Soares ou a Beyoncê (duas negras queridas e belas, pra não dar treta), o orifício é a meta. 

Do tempo:

Chega o primeiro amor (eu chamaria de “Meteoro da Paixão” thanks Luan Santana.). Nos enche de vontade de viver para o outro, beber o outro, comer o outro, se fundir de maneira a não ser possível saber quem é quem. 

Normalmente nessa fase, no meu tempo, fugir de casa era o “ápice” do Meteoro. Hoje essa fase ocorre de várias maneiras. Plurais, subjetivas e, normalmente, trágicas, como tudo que é ‘pós-moderno’. 

Engatados tal qual um motohome, chegamos aos primeiros desafios, consequências dos excessos, vontade de ‘mais’, e um pouco mais. Até que esgota. Não era amor, poxa, pena. Alguns tomam todas (sic), outros comem todas as que aparecem pela frente e são comidos por outras e o pau quebra. 

Chega o próximo amor. Você já sabe o que não quer em alguém, mas ainda não está disposto a mudar para fazer dar certo. Quase ninguém quer. É tipo hábito de ser, sabe. Pessoas são. 

Mas nessa fase não se enxerga como passível de mudança. É o “eu sou”, em minúsculo mesmo. Quem quiser que se adapte. 

Começou a faltar sexo selvagem 7×7, vish. Tem outra, tem outro, ciúmes, loucura, cada um pira como pode e, novamente, o pau quebra. 
Essas histórias podem se repetir por toda a vida. Tem gente que nunca sai desse momento.  

Quem aprende um pouco, vai aos exemplos, começa a analisar e ver que existem pessoas que estão juntas há décadas, se amam e respeitam, tiveram problemas mil em todos os campos. Mas, no presente, podem dizer que ambos foram um presente para o outro. 

E o sexo? Quase todo dia. Quase na segunda, quase na terça…(espero que conheçam essa piada). 

Percebe-se também que amar é uma escolha que traz muitos benefícios, mas também requer compromissos com acordos, normas. E, traição será quebrar tais acordos. Já que são flexíveis e reordenados de acordo com a vivência que se tem do outro. Não é contrato, é o combinado. 

E o motivo de toda verborragia: 

Quando você olha pro seu companheiro, você se imagina vivendo com ele pra sempre sem transar? 

Não seria bom parar pra pensar que esse momento chegará, por motivos de ‘as pessoas envelhecem’ e se envelhecem juntas, tão logo tal virtude não se dará tão facilmente? 

Nota-se que a parceria consiste em tentar perceber o que o outro espera de você. E se você está disposto a dar aquilo, ou se você simplesmente não tem tal elemento. Cumprindo ao outro definir se esse elemento é essencial ou apenas um capricho.

Tony Lopes - Designer, ativista, amante da natureza, ouve rap compulsivamente, viciado em séries e tranquilidade.
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