Estudos Espíritas para Pessoas Comuns Parte 3 – O céu que me habita.

Se existe apenas um tipo de céu, um inferno ou purgatório? É importante saber disso? É necessário saber disso?

Não sei! Já não me importo com isso. Já não me afeta o fato de existir um mar que arde em fogo enxofre ou labaredas consumindo minha Alma. Do mesmo modo que sei da necessidade de levar uma vida em consciência tranquila, em paz comigo e com quem mais for possível ter paz de acordo com minha evolução.

Alguém irá querer atacar o argumento embebendo-o em teologia. E eu entendo. Mas discordo e vou além: O inferno cristão da Bíblia se utilizou da linguagem que era possível para a época. O entendimento sobre psiquê se deu centenas de anos depois. Em resumo, hoje podemos saber que céu é aquele sonho bom e inferno aquele pesadelo que de tão real oramos de alegria ao acordar!

Pra simplificar mais ainda: Tente não morrer com a consciência pesada, isso será seu inferno.

Tente não viver com a consciência pesada. Isso será seu purgatório em vida.

Dê o seu melhor e descubra-se dia após dia. Isso será o céu na terra e onde quer que esteja.

Abaixo a questão, a resposta do Espírito de Verdade e o comentário de Alan Kardec!

Tony L. Draper
#espiritismo #pessoascomuns #blog

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Pergunta:

1017. Alguns Espíritos disseram estar habitando o quarto, o quinto céus, etc. Que querem dizer com isso?

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Resposta do Espírito de Verdade:

“Perguntando-lhes que céu habitam, é que formais idéia de muitos céus dispostos como os andares de uma casa. Eles, então, respondem de acordo com a vossa linguagem. Mas, por estas palavras – quarto e quinto céus – exprimem diferentes graus de purificação e, por conseguinte, de felicidade. É exatamente como quando se pergunta a um Espírito se está no inferno. Se for desgraçado, dirá – sim, porque, para ele, inferno é sinônimo de sofrimento. Sabe, porém, muito bem que não é uma fornalha. Um pagão diria estar no Tártaro.”

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A.K.:

O mesmo ocorre com outras expressões análogas, tais como: cidade das flores, cidade dos eleitos, primeira, segunda ou terceira esfera, etc., que apenas são alegorias usadas por alguns Espíritos, quer como figuras, quer, algumas vezes, por ignorância da realidade das coisas, e até das mais simples noções científicas. De acordo com a idéia restrita que se fazia outrora dos lugares das penas e das recompensas e, sobretudo, de acordo com a opinião de que a Terra era o centro do Universo, de que o firmamento formava uma abóbada e que havia uma região das estrelas, o céu era situado no alto e o inferno em baixo. Daí as expressões: subir ao céu, estar no mais alto dos céus, ser precipitado nos infernos. Hoje, que a Ciência demonstrou ser a Terra apenas, entre tantos milhões de outros, uns dos menores mundos, sem importância especial; que traçou a história da sua formação e lhe descreveu a constituição; que provou ser infinito o espaço, não haver alto nem baixo no Universo, teve-se que renunciar a situar o céu acima das nuvens e o inferno nos lugares inferiores. Quanto ao purgatório, nenhum lugar lhe fora designado. Estava reservado ao Espiritismo dar de tudo isso a explicação mais racional, mais grandiosa e, ao mesmo tempo, mais consoladora para a humanidade. Pode-se assim dizer que trazemos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso. O purgatório, achamo-lo na encarnação, nas vidas corporais ou físicas.

Tony Lopes - Designer, ativista, amante da natureza, ouve rap compulsivamente, viciado em séries e tranquilidade.
Tony Lopes

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