Padrões surgem em pouco tempo

Padrões se apresentam rapidamente. Quem os percebe foge mais rápido ainda.

Se relacionar com nossos semelhantes, além de útil, necessário e inevitável, é essencial para entendermos que pessoas obedecem a padrões. Isso. São feitas daquilo que repetem, em uma sequência infinita de vezes, a mesma postura e atitude com relação aos seus mundos particulares.

Quem tem o hábito de estar sempre certo, pelo menos em seu ponto de vista, não consegue ouvir, assimilar e debater. Pelo contrário, já são contra tudo que lhes oferecer algum obstáculo intelectual. É uma lástima se envolver em relações assim. Pois não importa o quanto você tente “arreganhar” a percepção do outro, ele permanece ali, naquele mundo das certezas particulares ou idiossincrasias.

O padrão, nesse tipo de gente é sempre voltado pra fora. Pra percepção dos que o rodeiam e o quanto são menos inteligentes/interessantes, como erram, além de ter suas intimidades contadas com adendos a cada novo encontro social envolvendo álcool e fofoca.

Tem jeito pra isso?

Se tem jeito eu não sei, mas aprendi com o tempo algumas atitudes positivas que “me poupam” o trabalho de deblaterar sobre o sexo dos anjos. Dois modos básicos:

1) Ouço, sem opinar, sobre seus feitos grandiosos. Mesmo que o seu presente seja deplorável. Alguém tem que alimentar a autoestima deste ser.

2) Se demonstra opinões desfavoráveis à pessoas que conheço, mudo de assunto. Não preciso defender, mas sei que não posso confiar sequer em um posicionamento pessoal sobre quem quer que ele emita opinião. Esses tipos são incuráveis. E qualquer apoio que você der à falácia, no próximo bate-papo foi “você quem emitiu a opinião x ou y”. Ou seja se apossa de uma frase e constitui seu enredo em cima dela.

3) Ouça tudo, mas fale de si o mínimo possível. Pois, sua miserabilidade existencial não tem espaço pra empatia. Fale algo que o comprometa pelo menos um pouco e você não precisará esperar muito pra ser espalhado aos quatro cantos com exclusividade de emissora de 5ª.

Esse padrão, deixo mais aqui por entender que se repetem com mais intensidade, no momento que nossa sociedade passa. Pois ninguém quer se sentir inferior e/ou subjugado por ninguém. Todos querem ser o exemplo da integridade e da virtude inalienável concernente, normalmente, aos arquétipos angelicais.

Um conselho: Não tente mudá-las. Pois além de estarem sempre certas, buscam se aliar apenas a quem pensa como elas. Tão logo, se você não pensa igual, não serve.

Desse modo, não se aliar é o ideal. Mas não precisa ser inimigo. Apenas estar “asséptico”, dado que é uma questão sanitária e não relacional.

Tony L. Draper

#texticulous

Tony Lopes - Designer, ativista, amante da natureza, ouve rap compulsivamente, viciado em séries e tranquilidade.
Tony Lopes

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