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De onde os homens tiraram a ideia de que são superiores?

malala

Manifestos tipo o do engenheiro googliano, a bolha ideológica do Google, não tratam de uma realidade, mulheres são iguais em direito, valores e intelecto. Disso eu sempre tive certeza desde pequeno, apesar de assistir cenas de violência doméstica com frequência, a mulher que eu via ali era apta a suportar e reverter a situação em questão de poucas horas. Minha mãe nunca se deixou subjugar intelectualmente, mesmo que fisicamente tenha perdido uma ou outra briga com seus cônjuges que, apesar de poucos, foram bem intensos.

Na Lei Brasileira – graças a Jah!

 

I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; – Artigo 5º da Constituição Brasileira

Uma das sortes que vejo em minha vida, foi ter nascido em um país jovem, aprendendo e regido por uma Constituição moderna, arrojada e dona de um texto lindíssimo. Quase choro quando leio.

XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; – Artigo 5º da Constituição Brasileira

Confundir ciência com cultura sem lhe pesar os traços e contextos deu margem a esta perspectiva – Na Ciência

O cenário do feminismo, que pouco conheço, tem cada dia mais chegado aos meus sentidos. Mais que protestos, tenho visto as mulheres se destacarem sobremaneira. Na última semana, Angela Saini, deu uma entrevista para a veja sobre suas pesquisas a respeito da ‘ilusória’ superioridade que, desde o início dos tempos os homens tentam comprovar. No ponto alto da entrevista, ela esclarece algo simples e que tem bem menos a ver com ciência do que com cultura, o fato de que os estudos que Darwin propôs estavam repletos de traços de seu tempo, onde as mulheres já sofriam proibições absurdas, tolhidas de direitos que hoje nos fariam chorar ao ver tanta desigualdade. A reboque, a contrapartida certeira sobre os escritos do executivo do Google que propunha tal diferença intelectual das mulheres para atuarem em empresas de tecnologia.

Seu livro, ainda sem previsão de lançamento no Brasil está lotado de boas informações para quem gosta de um debate no nível da ciência.

Ciência não prova superioridade masculina
Inferior – Angela Saini

A história prova mais que a religião e a ciência juntas. Na verdade as torna cúmplices de uma trama que está longe de se desvendar – Na História, religião e cultura de forma geral

Existe um livro brasileiro escrito há 20 anos chamado A Cama Na Varanda (Regina Navarro). Depois de 37 anos vagando entre minhas percepções e empirismos, me deparei com este artefato em uma de minhas visitas a uma livraria, ali, em sexualidade, logo abaixo de administração, que estava sob direito administrativo.

Escrito em um português atual, devido a reimpressão, aditivo de um novo capítulo, pelo mesmo motivo, afinal, a cultura é contínua e constante (e eu redundante). O livro retrata a maneira que a mulher foi sendo desqualificada de ser aquilo que sempre foi, de igual pra cima.

o feminino na história
A Cama na Varanda – Regina Navarro Lins

Ao colocar a mulher em posição inferior o homem deixou de crescer emocionalmente, aprender e progredir em seus caminhos. Compreendo que talvez tenha sido necessário e mesmo que desnecessário, aconteceu. As mulheres suportaram e muitas ainda suportam, os abusos de um ‘modus operandi’ arcaico. Onde o homem pode tudo, a mulher nada. Ambiente em que trair significa superioridade para o homem, para a mulher o melhor nome dado é puta (no mau sentido).

Meu fascínio por mulheres data do meu nascimento, imagino. Mas depois de me deparar com as histórias em ordem cronológica, baseadas em uma bibliografia rica, onde poucos capítulos tem menos de 20  referências, além de despretensioso, me deixou em êxtase. Como quem descobre a pólvora ou uma rede social nova. É enriquecedor ver que após muitas lutas e uma herança cultural marcada pela dor e vilipêndio, as mulheres novamente estão se voltando para quem são e muitos homens estão abrindo mão da ignorância e abraçando a ideia de que ‘o risco que corre o pau, corre o machado’.

Que a história continue nos mostrando que a igualdade dos gêneros é o melhor caminho para juntos chegarmos a um estado evolutivo real e bom para ambos. Sem distinções.

 

Estou só dando uma olhadinha 

A visita do cliente e o que ele espera desse momento há muito não é pensada no varejo. 

Os resultados versus as metas, sempre tomando nocaute, tornam a percepção do pequeno empresário turva. Ele não consegue entender o que está errado, onde os produtos não estão agradando e, o pior, se o concorrente tem o mesmo produto, vê-lo vender e você não.
Senta aqui…

Tá na cara que, de um modo ou de outro, todos estão nas redes sociais. Elas já não são mistério pra ninguém. Outra evidência é que o preço das coisas já podem ser vistos sem que seja necessário sair de casa. Tão logo, o seu melhor preço já deve ser sabido pelos seus consumidores.

Ops…mas vc ainda se surpreende com a concorrência? Ou pior, sai correndo feito um louco para alcançá-lo através da redução do valor do seu produto que, provavelmente você comprou em maior quantidade, reduzindo assim a margem de lucro e tornando as despesas fixas um peso pra sua organização?

Pra piorar você ainda acha que é possível vender produtos de alto valor agregado utilizando táticas de camelôs (nada contra, apenas um paralelo)?

Desculpe, mas é preciso trocar os apelos “compre meu produto”, “visite minha loja” ou “venha nos fazer uma visita” por:

“Buscamos atender desejos que você sequer sabe que tem.”

“Nossos produtos são um mero detalhe, isso a concorrência tem. Nós cuidamos de você.”

Ou ainda:

“Visite a concorrência e veja o quanto somos diferentes.”

As pessoas preferem pagar o valor real de um produto quando seus atendentes apresentam uma certa “conexão” com o cliente, a importância daquela aquisição e entende sua vontade. Principalmente no Brasil, é muito fácil entender o gosto (ou falta dele) do cliente. Nosso público não e neutro, busca constantemente um lugar onde possa não apenas comprar um produto, mas ter um momento agradável, aconchegante mesmo.

Sem mais delongas, a conversão de uma visita em venda pode ser mais difícil do que você imagina. Envolve carisma, atenção, cuidado e, por fim, não menos importante, conhecimento da concorrência e sua aposta para o momento, sem lhe dar chances de perceber que a concorrência não existe, pois já não são produtos em troca de dinheiro, mas relacionamento.

Bons negócios!