Category: Saúde

O que é essencial? por Paula Abreu

Aquela lista infinita de desejos não será capaz de trazer a felicidade se a gente não puder reconhecer, com gratidão, que já temos o suficiente.

Você abre seu computador, entra nas redes sociais e sente a pressão: a sociedade – e seus amigos no facebook – esperam que você seja mais feliz, mais saudável, mais esperto, rápido, popular, produtivo, invejado, rico, admirado.

O sorriso de todo mundo parece mais branco que o seu -, aliás, por que diabos está todo mundo sorrindo? Os amigos parecem estar em férias eternas. Na praia, na neve, bebendo uma cerveja artesanal num bar no meio do Nordeste…vem cá, eles não trabalham, não?

Todos estão sarados, suando no Crossfit, equilibrando-se numa postura de ioga que você precisa morrer e nascer três vezes para conseguir executar. Como eles podem ter esse corpo se toda hora você vê foto de comida japonesa, francesa, italiana, uma verdadeira volta ao mundo culinária passando na sua timeline?

E todos os conselhos de vida que você recebe estão na verdade o forçando a colocar o seu foco naquilo que ainda falta em sua vida. De certa forma, essa fixação apenas no que é positivo, – que você vê aos montes nas redes sociais – só serve para lembrá-lo do que você não é, do que não tem, do que deveria ter sido.

Coincidência ou não, esse discurso bate com os comerciais da TV, que querem convencê-lo de que para ser feliz é preciso ter um carro mais potente, um celular menor (opa, não, agora é maior!), um apartamento de luxo.

O que falta hoje não são carros, relacionamentos, equipamentos tecnológicos, joias ou dinheiro. O que falta é discernir o pouco que é essencial do muito que é apenas bom. Você pode acreditar que precisa de dinheiro, de um relacionamento amoroso bem-sucedido, da casa própria. Mas a verdade é que as suas necessidades são muito menores: água, comida e abrigo, e acredito que você já os tenha hoje. O Resto não são necessidades, mas vontades ou desejos. Não estou dizendo que eles são maus, eles podem até ser bons, mas são apenas bons. Na sua vida, hoje, o que é essencial e o que é apenas bom?

Quando você descobre o seu essencial e se dá conta de que ele está – e sempre esteve- sendo suprido pelo universo, você se conecta com a vibração da abundância. E, curiosamente, a partir daí você tem muito mais chances de realizar as suas vontades ou desejos. Dessa vez, sem perder a consciência de que eles não são essenciais para a sua felicidade. O autor Mark Manson diz que “o desejo por mais experiências positivas é em si mesmo uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da sua experiência negativa é em si mesma uma experiência positiva”.

A verdade é que, onde quer que você esteja na sua jornada, neste momento, a aceitação e a gratidão por tudo que lhe está sendo suprido é o maior passo que você pode dar na direção da almejada verdadeira felicidade.

Fonte: Revista Vida Simples – Novembro 2016

Já digo não, sei meus limites e estou aprendendo a fazer escolhas

Acabo de ler este texto, no Fast&Co, sobre o botão ‘delete’ contido em nossos cérebros. E, pra minha surpresa, o segredo de eliminar e/ou fixar determinadas informações (aprender/desaprender) consiste em dormir bem. Pois, segundo pesquisadores, as sinapses que fazem o trânsito dos neurotransmissores trabalham nesse espaço de descanso. Inclusive naquela sonequinha de 10/20 minutos após o almoço.

Durante minha caminhada nessa vida de ‘freelancer’, já me vi sob pressão para entregar em 24h trabalhos que eu precisaria de 1 semana para fazer, assim como projetos feitos em 2 dias, quando precisava de 1 mês. Na maioria das situações consegui me sair bem, entregando com êxito os trabalhos e, o melhor, sem dar na cara que ralei sem dormir por horas a fio. Mas eu sabia que ao final, minha capacidade de criar, dialogar e transmitir ideias estava abalada e esgotada. O mesmo sinto quando estou incomodado com uma situação ‘x’ou ‘y’. Pensamentos repetitivos se acumulam em volta de um tema e, não adianta jogar água fria na cara, não consigo sair do lugar, girando em torno do assunto até estafar.

A jornada deve ser seguida em coerência

Fazer escolhas. Quase nunca é fácil. (Foto: Internet)
Fazer escolhas. Quase nunca é fácil. (Foto: Internet)

Há alguns anos atuo de forma efetiva em projetos sociais, voltados para o meio ambiente, sustentabilidade e cultura. Por muitas vezes me vi fazendo para além das minhas forças, buscando o melhor resultado, sem obtê-lo por um motivo simples: Falta de autoconhecimento. Pois se soubesse dos meus limites à época, teria reduzido o desgaste em muito, além de ter aberto oportunidade para outros `voluntários` fazerem sua parte. É o que de algum tempo pra cá resolvi chamar de `liderança torta`.

Tenho descoberto, aos poucos e a duras penas, que trabalho voluntário não precisa ser sofrido, doloroso e/ou desestimulante. Meu ego e vontade de ver dando certo não pode, nem deve, em momento algum, interferir no bom andamento das atividades de um todo. Assim como descobri que todos ganham quando assumem, cada qual seu papel, o cumprem e, ao final, celebram. Precisamos seguir em coerência com nossos sentimentos e nossas capacidades. Deixando assim tempo para família, trabalho e o cuidado com a alma.

Ninguém é de ferro

Por mais que clichê que seja, e é, a máxima de que não temos super-poderes e de que não estamos acima de nossas capacidades físicas, psicológicas e motoras, deve guiar nossa caminhada rumo ao equilíbrio de nossas aptidões, paixões, projetos e ambições.

Não trata-se apenas de uma desculpa para errar, mas uma justificativa para, com direito, se sentir cansado e, nesse momento, descansar. Abrir mão da capa e buscar o aconchego do lar, a canja de galinha ou aquela série favorita que você assiste para sair um pouco da realidade.

Algo aprendido uma vez, nem sempre torna-se um hábito, mas deveria

Então, aprendi, já sei. Pronto?

Não! Quem dera fosse simples assim.

Já digo não, sei meus limites e estou aprendendo a fazer escolhas

O próprio aprendizado requer treino e muitas recusas. Pois podemos saber que o corpo chegou no limite e mesmo assim ainda aceitar novas tarefas em prol de um projeto. Podemos saber que nossas forças estão fracas e, ainda assim, topar um novo desafio. Como é difícil dizer não! Mas não é impossível.

Tenho treinado me habituar a dizer desculpe, mas não posso. Tem funcionado. Mas não pense que trata-se de uma tarefa fácil e que do dia pra noite você conseguirá levar uma vida com qualidade, 8 horas de sono, equilíbrio emocional e psicológico. Leva tempo, mas vale a pena.

Através de exercícios como dizer não, ouvir minha intuição e seguir minhas convicções, já não bebo há 1 ano e parei com o cigarro há 10 dias. Mas quero contar esta e outras histórias a medida que tiver tempo para tal, o que não é minha realidade no momento.

Good vibes, people!

 

 

Rótulos já são obrigados a trazer alerta sobre alergênicos

Pablo Jacob / Agência O Globo

RIO – A indústria de alimentos até tentou, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não aceitou o pedido de prorrogação do prazo para adequação e todos os produtos fabricados, a partir do próximo dia 3, deverão conter no rótulo um alerta sobre a presença de ingrediente que possa causar alergia. A resolução, publicada em julho do ano passado, deu um ano para as empresas se adequarem à nova regra. Surgiu após uma grande mobilização popular de pais e mães que enfrentam dificuldades para identificar quais alimentos os filhos alérgicos podem consumir. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 8% das crianças e 5% dos adultos têm algum tipo de alergia alimentar, que pode causar desde um simples vômito a um choque anafilático. Em alguns casos, o único tratamento possível é evitar o consumo dos alimentos que causam alergia.

Com a entrada em vigor da nova norma, passa a ser obrigatória a informação sobre a existência de 17 alergênicos: trigo (centeio, cevada e aveia), crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leite de todos os mamíferos, amêndoa, avelã, castanha de caju, castanha do Pará, macadâmia, nozes, pecã, pistaches, pinoli, castanhas, além de látex natural (presente em luvas usadas na manipulação durante o processo de produção). A informação deve vir precedida da expressão “Alérgicos: Contém” ou “Alérgicos: Pode conter”.
Fonte: O Globo

‘Meu pai me injetou HIV quando eu era bebê’

Jackson diz que religião fez com que perdoasse o pai, mas que não quer encontrá-lo
Jackson diz que religião fez com que perdoasse o pai, mas que não quer encontrá-lo

Febre alta, fígado inchado e fungos debaixo das unhas. O quadro clínico da criança de cinco anos, internada em um hospital de St. Louis, nos EUA, sugeria que ela corria seríssimo risco de vida. Foi praticamente no desespero que os médicos fizeram um exame de sangue mais detalhado.

E descobriram que Brryan Jackson tinha HIV. Uma tragédia pessoal que ganhou contornos ainda maiores porque a criança tinha sido deliberadamente infectada, ainda bebê, por seu próprio pai – um técnico em hematologia que estava se separando da mãe de Brryan e estava preocupado com o pagamento de pensão.

Discriminação

“Minha mãe tinha um filho de um relacionamento anterior quando conheceu meu pai e ambos decidiram ter uma nova criança. Mas quando ele voltou da Primeira Guerra do Golfo (em 1991, quando serviu como soldado), suas atitudes em relação a mim tinham mudando completamente. Ele começou a dizer que eu não era seu filho”, contou Jackson, em entrevista de rádio ao programa “Outlook”, do Serviço Mundial da BBC.

Jackson tinha 11 meses quando, durante uma internação hospitalar por causa de uma asma, o pai, Brian Stewart, aproveitou uma saída da mãe do quarto para injetar o vírus na corrente sanguínea do filho. Sequer usou o mesmo tipo de sangue do bebê, o que provocou uma reação imediata no organismo, ainda assim atribuída pelos médicos aos efeitos da asma.

Isso só foi descoberto anos depois, após uma investigação policial. O pai trabalhava em um hospital em St. Louis, tirando sangue de pacientes para exames. Ele tinha, portanto, acesso a amostras sanguíneas infectadas.

Segundo as investigações, naquela visita ao filho no hospital, ele vestia justamente seu jaleco branco do trabalho, onde acredita-se que tenha guardado a agulha infectada.

A mãe de Brryan Jackson se lembra de ter visto, no hospital, o pai segurando a criança, que estava aos prantos.

Mais tarde, a mãe citou uma briga que teve com Stewart sobre pagamento de pensão ao menino, quando este ainda era pequeno. “Quando eu deixar você, será definitivo, e não deixo ponto sem nó”, disse na ocasião Stewart, segundo a descrição de documentos do processo judicial. “E você não poderá pedir pensão, porque seu filho não vai viver muito. Eu sei que ele não vai passar dos cinco anos de idade.”

Os documentos incluídos no processo judicial afirmam ainda que Stewart costumava levar torniquetes, amostras de sangue e seringas para casa – e dizia a conhecidos que tinha o poder de destruir a vida das pessoas se elas “mexessem com ele”.

A defesa de Stewart argumentou que a criança poderia ter sido infectada de diversas outras formas, mas não foram encontradas provas que sustentassem essa teoria.

Quando finalmente descobriu-se o que afetava o menino, os médicos deram a Jackson apenas cinco meses de vida. Eles temiam não apenas os efeitos da doença, mas do coquetel de remédios que ele precisava tomar para tentar mantê-la sob controle.

Jackson percorrem os EUA como palestrante motivacional
Jackson percorrem os EUA como palestrante motivacional

Hoje, aos 25 anos, ele não apenas tem a doença sob controle como se transformou em palestrante motivacional e criou uma ONG, a Living With Hope (Vivendo com Esperança), para promover maior compreensão sobre a doença e estimular mais solidariedade com portadores do vírus. Algo ainda mais impressionante quando se leva em conta que o tratamento deixou algumas sequelas – sua audição foi severamente afetada e prejudicou sua fala.

Solidariedade foi um sentimento que ele, Jackson, não encontrou muitas vezes ao longo de sua vida. Sua mãe enfrentou diretores de escola que não queriam o filho frequentando os estabelecimentos. Quando enfim era aceito em uma, o menino não tinha permissão para usar o bebedouro ou mais de um banheiro.

Paternidade

“Eu também não era convidado para festas de aniversário. As outras crianças me insultavam. Mas essa era a realidade do HIV nos Estados Unidos nos anos 90. Havia muita desinformação. Comecei a achar que não havia mais espaço para mim neste mundo”, lembra.

Jackson cogitou o suicídio, mas optou pela religião. A conversão ao cristianismo fez com que decidisse perdoar o pai – Brian Stewart foi condenado à prisão perpétua em 1998. Em entrevistas à mídia americana, disse rezar pelo pai. No entanto, adotou uma grafia pouco usual para seu nome justamente para diferenciar-se do pai e evitar o assédio da imprensa.

“No começo, senti muita raiva dele. Cresci vendo filmes em que pais eram maravilhosos para seus filhos e não conseguia entender como o meu tinha feito aquilo comigo. Ele não apenas tentou me matar, mas mudou minha vida para sempre. Mas quero viver a minha vida.”

Segundo Jackson, sua rotina médica hoje já não envolve mais andar com sondas pelo corpo, como nos tempos de escola. As 23 pílulas diárias hoje são apenas uma, embora de três em três meses ele precise ir ao médico para checar seu sistema imunológico. A doença, obviamente, afetou sua vida social. Diversos relacionamentos foram interrompidos por pais receosos.

Mas Brryan ainda sonha ser pai. Cita a técnica conhecida como “lavagem de esperma”, que separa os espermatozoides do fluido seminal e permite que pais soropositivos tenham filhos sem infectar as parceiras. A inseminação é artificial.

“Acho que seria um pai cool. Mas pais cool podem ser embaraçosos”, brinca

Fonte: BBC

Leita também na BBC – Estamos vencendo o HIV?