Category: Vida

11 Resoluções básicas para 2017 pq sim

1 – Continuar sem me meter na vida alheia.

2 – Me meter na vida alheia quando convidado e remunerado por isso.

3 – Mastigar e saborear melhor os alimentos.

4 – Viver no presente o mais tempo possível.

5 – Criar menos expectativas com relação à espécie.

6 – Adquirir uma Wacom e ganhar 60% do meu sustento através dela.

7 – Visitar mais minha mãe.

8 – Praticar caminhada longa com amigos da 3ª idade e ali ouvir bons conselhos.

9 – Aulas de canto.

10 – Estudar mais e seriamente PNL.

11 – Lançar meu livro.

Por hora, seus bonito!

Tony L. Draper
#Newyaear #quotes

A Perifa – Seus encantos e perigos. Uma ode ao bom senso e ao respeito por nossas quebradas.

Cheguei em Brasília em fevereiro de 1990, faltando poucos dias para completar 10 anos. Vindo de uma cidade pequena do sertão nordestino (Nova Russas-CE), bem adaptado a apenas 2 refeições diárias e havaianas de cores diferentes, não por moda, entendedores entenderão.
 
Passei os dois primeiros anos morando em uma casa muito massa, no Lago Norte, onde minha mãe era doméstica e onde aprendi minha primeira profissão, lavador de carros.
 
Depois conheci algo mais parecido com o lugar de onde vim, com um toque a mais de violência, Brazilinha (ou Planaltina de Goiás), depois Planaltina/DF, Santo Antônio do Descoberto, Recanto das Emas e a maravilhosa Ceilândia. Ou seja, passei maior parte da vida na periferia do Distrito Federal. Ali não apenas sobrevivi, mas encontrei minha paixão, a cultura Hip-hop que, diferente do que muitos pensam, resgata pessoas do crime, interfere diretamente na evolução e mostra muito do que não encontramos nos livros. Sim tem o lado ruim, mas creiam, é minoria.
 
A rotina da perifa consiste em pontos de ônibus lotados já as 5 da manhã, coletivos cheios de profissionais chegando no horário aos centros pra servir com honra e dignidade.
 
A violência, o tráfico e a prostituição está longe de ser o que move nosso povo, assim como o modus operandi não é o crime, também não o é a calamidade, por mais que seja o motivo da mídia nos procurar.
 
Desde 2008 morando entre as asas, por uma questão de comodidade e logística, ainda ouço que pessoas das “satélites” são inferiores, incultas e/ou dadas a violência.
 
Um fato simples, pra fechar o textão, é que se tirar a perifa do miolo não tem mão de obra pra suprir a mordomia que movimenta as coberturas e mansões, muito menos o comércio, a construção, etc., ou seja, a capital para. Por isso, acho de bom tom o início do entendimento de algo simples, “a posição geográfica de um indivíduo não deve, em hipótese alguma, trazer prejulgamentos sobre índole, caráter e moral”.
 
Já que os bilhões que nos faltam nos cofres públicos não foram desviados por estes. Até onde sabemos, tais criminosos dificilmente aparecem na quebrada, a não ser pra pedir votos em tempo de eleição. Por outro lado são os maiores responsáveis pelas mazelas que afetam a população.
 
Sendo assim, antes de abrir a boca pra falar sobre periferia, convém uma reflexão sobre o quão diferente seria a situação nestes lugares se o poder concentrado nos palácios fosse utilizado em favor dessas pessoas.
 
Amém, sem mais por hora!
 
Tony L. Draper

Carandiru Foi Massacre 

A violência coletiva e autoritária na história: 
Mesmo em menor escala, o Massacre do Carandiru é pro Brasil, o que o Holocausto foi para a Alemanha na Segunda Guerra Mundial.
Foi tipo injusto, saca?
Pra que pena de morte, meu povo? Ela já existe e atua por todas as vielas, contextos e prisões. Matar ainda é visto como solução e matar muitos, por um lado é motivo para descanso, condecorações e honras mil. 
Sei que o clima era tenso e pá. Mas partir pra cima de pessoas armadas com pedaços de madeira e estiletes artesanais com um verdadeiro arsenal, ficou feio. No mínimo desigual. Algo triste de se pensar. 
O mote político e as coincidências: 
Segundo matéria do Catraca Livre, 5 dias depois do massacre/chacina do Carandiru, Temer foi nomeado Secretário de Segurança e sugeriu “repouso, meditação e tratamento psicológico para os policiais”. 
A ONU, pelo menos, trata o episódio como um dos mais fora da casinha dos direitos humanos. 
De forma mágica, foi dado agora, terça passada, como legítima defesa. 
Coincidência ou não, o Temer é presidente da república e 73 policiais indicados como autores diretos dos assassinatos e adjacências, livres. 
Meu apelo particular:
Oremos! 
Tony L. Draper 

Já digo não, sei meus limites e estou aprendendo a fazer escolhas

Acabo de ler este texto, no Fast&Co, sobre o botão ‘delete’ contido em nossos cérebros. E, pra minha surpresa, o segredo de eliminar e/ou fixar determinadas informações (aprender/desaprender) consiste em dormir bem. Pois, segundo pesquisadores, as sinapses que fazem o trânsito dos neurotransmissores trabalham nesse espaço de descanso. Inclusive naquela sonequinha de 10/20 minutos após o almoço.

Durante minha caminhada nessa vida de ‘freelancer’, já me vi sob pressão para entregar em 24h trabalhos que eu precisaria de 1 semana para fazer, assim como projetos feitos em 2 dias, quando precisava de 1 mês. Na maioria das situações consegui me sair bem, entregando com êxito os trabalhos e, o melhor, sem dar na cara que ralei sem dormir por horas a fio. Mas eu sabia que ao final, minha capacidade de criar, dialogar e transmitir ideias estava abalada e esgotada. O mesmo sinto quando estou incomodado com uma situação ‘x’ou ‘y’. Pensamentos repetitivos se acumulam em volta de um tema e, não adianta jogar água fria na cara, não consigo sair do lugar, girando em torno do assunto até estafar.

A jornada deve ser seguida em coerência

Fazer escolhas. Quase nunca é fácil. (Foto: Internet)
Fazer escolhas. Quase nunca é fácil. (Foto: Internet)

Há alguns anos atuo de forma efetiva em projetos sociais, voltados para o meio ambiente, sustentabilidade e cultura. Por muitas vezes me vi fazendo para além das minhas forças, buscando o melhor resultado, sem obtê-lo por um motivo simples: Falta de autoconhecimento. Pois se soubesse dos meus limites à época, teria reduzido o desgaste em muito, além de ter aberto oportunidade para outros `voluntários` fazerem sua parte. É o que de algum tempo pra cá resolvi chamar de `liderança torta`.

Tenho descoberto, aos poucos e a duras penas, que trabalho voluntário não precisa ser sofrido, doloroso e/ou desestimulante. Meu ego e vontade de ver dando certo não pode, nem deve, em momento algum, interferir no bom andamento das atividades de um todo. Assim como descobri que todos ganham quando assumem, cada qual seu papel, o cumprem e, ao final, celebram. Precisamos seguir em coerência com nossos sentimentos e nossas capacidades. Deixando assim tempo para família, trabalho e o cuidado com a alma.

Ninguém é de ferro

Por mais que clichê que seja, e é, a máxima de que não temos super-poderes e de que não estamos acima de nossas capacidades físicas, psicológicas e motoras, deve guiar nossa caminhada rumo ao equilíbrio de nossas aptidões, paixões, projetos e ambições.

Não trata-se apenas de uma desculpa para errar, mas uma justificativa para, com direito, se sentir cansado e, nesse momento, descansar. Abrir mão da capa e buscar o aconchego do lar, a canja de galinha ou aquela série favorita que você assiste para sair um pouco da realidade.

Algo aprendido uma vez, nem sempre torna-se um hábito, mas deveria

Então, aprendi, já sei. Pronto?

Não! Quem dera fosse simples assim.

Já digo não, sei meus limites e estou aprendendo a fazer escolhas

O próprio aprendizado requer treino e muitas recusas. Pois podemos saber que o corpo chegou no limite e mesmo assim ainda aceitar novas tarefas em prol de um projeto. Podemos saber que nossas forças estão fracas e, ainda assim, topar um novo desafio. Como é difícil dizer não! Mas não é impossível.

Tenho treinado me habituar a dizer desculpe, mas não posso. Tem funcionado. Mas não pense que trata-se de uma tarefa fácil e que do dia pra noite você conseguirá levar uma vida com qualidade, 8 horas de sono, equilíbrio emocional e psicológico. Leva tempo, mas vale a pena.

Através de exercícios como dizer não, ouvir minha intuição e seguir minhas convicções, já não bebo há 1 ano e parei com o cigarro há 10 dias. Mas quero contar esta e outras histórias a medida que tiver tempo para tal, o que não é minha realidade no momento.

Good vibes, people!

 

 

Estar juntos, fazer juntos e juntos viver!

Estive com 47 pessoas nos últimos 4 dias, divididas em 4 grupos. Sem contar as reuniões em particular. Não sou dos melhores em fazer só, na verdade sou uma negação. Como diria a música, “não sou audiência para solidão”. Mesmo.

2ª reunião preparatória do Projeto CrêSer Criança

Projetos que dão certo, normalmente são feitos em diversas mãos, com a atenção e o cuidado que várias cabeças pensando juntas proporcionam. 

É na união das ideias que grandes problemas se tornam “coisa simples” de resolver, assim como pequenas ideias ganham proporções para além da visão do agora. 

Nesse âmbito, celebrações acontecem, resoluções surgem e novas propostas para um mundo melhor podem ser discutidas, quiçá, executadas. 

Linha de frente #ocupeolago
 São relacionamentos que surgem, na maioria das vezes, com intuito de nos tornar pessoas mais capazes, fortes para suportar uma tristeza ou outra. Âncoras que não nos deixam pensar no conceito de ilha, mas de “conurbação”. 

Projeto Estruturando
Nesse espaço do coletivo, há lugar para enxergar nossa riqueza e planejar em como dividi-la. Ceder um tempinho para aquilo que a pressa do cotidiano nos rouba. É aqui também que nos vemos nos perguntando “pra onde estamos indo” e/ou “onde eu estava” que não vi o mundo com esses olhos. 
Por essas e outras, acredito sim, em uma evolução constante da nossa raça e em um futuro próspero para mim e para os meus. Juntos, sempre. E, claro, “quem tá por fora é quem não soube se comportar dentro”. 

Meu momento

Poderia dizer que estou vivendo um dos momentos mais diferentes da minha existência. Não tenho como detalhar cada etapa, ou onde os processos se tornaram confusos, mas posso dizer que não vivia momentos tão conturbados há muito tempo.

Minha natureza primeira dizendo pra que eu seja irracional, culpe uns dois ou três pelas coisas que não vão bem. Enquanto minha natureza nova, reflexiva e “terapeutizada”, pede calma e reflexão constante sobre todos os assuntos que envolvem ser eu.

Escolhendo o caminho da reflexão e tentando não ser rude comigo mesmo, sigo buscando o caminho certo, para cada escolha ser bem feita e o desfecho de cada problema seja encontrado.

Deus no controle.

 

Tony L. Draper

Pro dia Nascer Feliz 

Escolhemos a forma como vamos levar nosso dia? Pelo que tenho vivido, sim! Amanheci cheio de cobranças, internas e externas e a cada lembrete do telefone, e-mails e mensagens, era um baque na alma.

Aos poucos o estado de irritabilidade foi se alastrando, o café não estava do meu gosto, olhei no espelho me sentindo gordo, liguei o computador pra trabalhar antes da minha carona chegar, não saia nada que prestasse, tudo era caos por dentro. Nisso já demonstrava sinais de irritabilidade. Foi quando a ficha caiu.

Sai na varanda o sol sorria, como de costume, mas mesmo ele já vi nuvens ofuscarem sua beleza. Refleti sobre isso, sobre dias nublados, dias chuvosos e tempestivos e, pra minha sorte, podia quase tocar seus raios. Foi uma sensação de liberdade incrível.

Olhei pra minha companheira e lhe ofereci abraço em troca de abraço, pedi que relevasse meu olhar preocupado e me ajudasse a levar o dia de forma mais leve, eu estava seguro ali. Minha carona chegou, tomamos mais um café e meu dia havia mudado, mesmo tudo estando do mesmo jeito. Escolhi ver o que de melhor o dia poderia me proporcionar. O restante do dia foi intenso em resoluções, acordos, remarcações, reuniões, tudo acontecendo, como deveria ser.

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Nem sempre foi assim. Em outros tempos descontaria na pessoa mais próxima minha insatisfação com as dificuldades e consequências de minhas escolhas, culparia o motivo mais tolo pra encontrar motivo para um debate onde ter razão era o máximo que eu conseguiria, multiplicando assim minha dor interna, alimentando de veneno meus sentidos e órgãos vitais, adoecendo.

Faço este relato com o intuito singelo de não esquecer dias nublados, muito menos dias ensolarados e desmotivadores do mau humor. Assim como quero não esquecer de olhar nos olhos da pessoa amada e dizer: Por mais que eu esteja num dia ruim, quero te dar o meu melhor, nem que seja apenas um abraço.

Entendo que não é fácil conseguir assimilar um ato simples de observação da natureza à um estado de espírito, ânimo, etc., parece meio Haribô (e acho que é), tenho certeza que é 100% autoajuda, pois estou ME ajudando, há quem faça outras coisas pensando estar se ajudando, vai de cada um e isso eu entendo e respeito.

Essas degustações sempre me embelezaram e mudaram meus dias, sempre foram assim, eu que era cego e não conseguia detectar a possibilidade de ser proposital da minha parte.

Espero que alguém que não tenha conseguido ir até a varanda, ao ler este texto faça isso, vai que a lua, o sol ou as estrelas te trazem mensagens que você ignora. Vai que a salvação do seu dia está na atitude de simplesmente ver a riqueza de tudo que é gratuito e de valor inestimável. Não custa tentar.

Lei da atração passiva – A audição!

Época tensa aquela que eu falava tudo que pensava. Simplesmente saía falando como se fosse o próprio dono da verdade. Ainda magôo um ou outro, de leve e por pura pressa e descuido. Nada proposital.


O correr dos dias me ensinou a querer ouvir mesmo. Entender mesmo. 
Às vezes peço pra pessoa repetir várias vezes a mesma coisa, pra eu realmente compreender e por fim, quando a pessoa me perguntar o que acho, continuar pensando e dizer: “Estou refletindo sobre isso”. 


Cansei de ter certezas. De julgar meu conhecimento superior, minha experiência suficiente e meu domínio da lingua veloz o suficiente para interpretar um simples “sim”. 
Descobri que quando ouço me conecto ao outro, as necessidades do outro, aos sonhos e desejos do outro. O foda é que se o outro é extremamente cético e você dá crédito devido a um estado emocional abalado, por exemplo, você carrega pra si essa pegada e os “bangs” não viram. Ou seja, Nem tudo são flores no universo das conexões. 

Deus nos ajude! 

Felicidade? Talvez…


Não sei de cor todas nas notas musicais, entendo pouco de muitas coisas e muito de poucas. Caminho rumo a um futuro que rabisco aos poucos, um amanhã semi pronto que me permite mudar de rota caso seja detectado que um retorno é necessário.


Fiz poucos inimigos, nenhum que eu considere digno de uma rixa. Gosto de gente e sempre que consigo, dou um jeito de fazer tudo ficar bem. 


Gosto do meu trabalho, desenvolvo coisas legais, meus clientes gostam e o público deles também. Funciona.
Gosto da segurança que posso ter com relação a mim mesmo. Tão logo meu relacionamento afetivo com minha parceira é pautado na segurança que ambos têm em si. No propósito e no compromisso de ser, um para o outro, fonte de afeto, compreensão, tesão e sorrisos muitos. Um estresse ou outro, de vez enquanto faz parte, pq não?

Minha família é pequena, nos vemos pouco e já faz muito tempo que não sou acionado por uma urgência, seja do lado de cá, seja do lado de lá. Nos damos bem à distância. 

Meus sonhos se realizam e se renovam, como alguém que completa ciclos. Minha psicóloga é grande responsável por este momento, juntamente com os amigos que a vida me deu e tenho preservado.

Os projetos sociais funcionam por si só. Já que sua base é o desejo coletivo de seus participantes de ver dar certo. Que Deus continue ajudando. 

Por hora e sem mais para o momento!