Category: Virada Do Cerrado

BesouroBass grava clipe com apelo ambiental na Chapada dos Veadeiros

O rap, diferente do que muitos pensam pode sim, ser ferramenta para boas mensagens, reflexão sobre o meio ambiente e sociedade. 

Trilha para Almécegas – Chapada Dos Veadeiros

Ele (o Rap) é livre, inclusive para simplificar a mensagem sobre preservação ambiental. Talvez e, porque não, invadir lares e tornar crianças de hoje ambientalistas de amanhã. 


Foi nesse espírito que partimos para a Chapada dos Veadeiros. A busca pela mensagem ideal, pelas imagens que nem um milhão de palavras diriam e pela tradução livre de temas repetidos, mas não entendidos, como sustentabilidade, por exemplo. 


Em dois dias fizemos o possível para gerar imagem de conteúdo para o projeto Ritmo, Poesia e Preservação. Ali também nos tratamos, nos retratamos e buscamos uma paz com nossa consciência por saber que estávamos fazendo uma pequena (minúscula) parte do que precisa ser feito para que a pauta saia do domínio dos catedráticos e se torne prática corriqueira no cotidiano de qualquer pessoa comum.

Além de experiências transcendentes (como não poderiam deixar de ser), esperamos por uma onda de boas novas a cada dia. Pois sabemos que o trabalho não é vão. 

Vamos! 

O bem não está calado

As notícias sobre tragedias violências mil se espalham como erva daninha. Em paralelo, com menos publicidade e voluntariado genuíno, movimentos como ocuperiodoce, Ocupeolago, Virada do Cerrado mobilizam pessoas para fazer o bem. Sim, faço parte dos três, com muito orgulho e a dedicação que meu cuidado com a comunicação de 3 empresas me permite. 

Em algum momento da história, o lucro virou regra, quem tem mais, pode mais. E para a decepção de quem busca a felicidade onde ela não está, alguns despertam e entendem, buscam o equilíbrio e se conectam a outros, então o milagre acontece. 

Depois de 2 anos tirei 4 dias de descanso em Florianópolis. Lá fiz esta foto.

Nesse processo pessoas se auto curam, se examinam e se dispõem a fazer o que está ao alcance para mostrar este outro lado da moeda. É o melhor que poderíamos ter? Definitivamente, não.  Mas é o que conseguem, com seu talento e dedicação.

Reunião do projeto #ocuperiodoce

São pequenos blocos coloridos em meio ao cinza que tomou conta do mundo. São beija-flores levando gotas na busca (não ingênua) de apagar as labaredas do pessimismo, do consumo desmedido e da falta de zelo com o próximo (leiase meio ambiente). 

Reuniao com assessorias de comunicacao do GDF para apresentar a Virada do Cerrado

A escolha pelo desânimo, descrédito e desalento bate à porta todos os dias. Cumpre a você entrar na vibe que te levará a entender que faz parte de uma cadeia de dna que já não põe o lucro acima da vida. Pois por hora são os pobres, mas quando as febres insistirem em não cessar, tenhamos cuidado, pois não sobrará pedra sobre pedra. 

Se é pra ser, sejamos! De milagre em milagre. Sejamos. 

Deus nos abençoe! 

Estrada com energia solar, avanço na Rota 66


A histórica Rota 66, que liga Chicago a Santa Monica, nos Estados Unidos, será a primeira rodovia americana a ganhar painéis solares. Já estão em teste os primeiros painéis, em acostamentos de algumas partes da rodovia, que vão fornecer energia para o Welcome Center de Conway, no Missouri. O projeto servirá também para testar avanços na possível implementação de estradas solares pelo país.

A iniciativa da empresa Solar Roadways junto com o Departamento de Transportes do estado norte-americano do Missouri (MoDOT) tem o objetivo de testar soluções relacionadas com o conceito de estradas solares como parte do projeto “Road to Tomorrow Initiative”. Além de gerar energia, os painéis previnem que a neve se acumule no acostamento, o que será uma grande conquista se o projeto se desenvolver por toda a rodovia.

O programa contou com a ajuda de uma campanha de crowdfunding que já arrecadou mais de US$ 2.2 milhões. O conceito de rodovias solares é o mesmo que vem sendo desenvolvido na Holanda pela SolaRoad.

Fonte: Viajar Verde

As cidades do amanhã – Por João Doria

João Doria - Empresário e Jornalista.
João Doria – Empresário e Jornalista.

Em meio a intensos embates e mudanças na esfera político-econômica que o país atravessa, a pauta da sustentabilidade é preterida à sombra dos temas urgentes de nossa sociedade. O que é uma injustiça. A construção de um meio ambiente mais saudável tem que fazer parte da agenda prioritária das gestões públicas, de empresas e da vida do cidadão. Tata-se de um compromisso com a cidadania e postura de responsabilidade com as futuras gerações.

São Paulo é um exemplo deste quadro. Em nome do progresso e de sua grandeza, da pressa de manter a hegemonia na ponta de lança do enriquecimento nacional, a metrópole cresceu demais. E hoje padece das mazelas das megametrópoles: áreas verdes sufocadas, envenenamento do ar e dos rios, impermeabilização do solo, incremento de construções em morros e áreas degradadas, invasão de mananciais e povoamento de espaços sem o mínimo de condições para garantir a sobrevivência decente às populações carentes.

A pergunta recorrente continua sendo um desafio aos administradores: É tarde para reverter uma longa historia de descuidos e irresponsabilidade para com o meio ambiente da maior metrópole brasileira? É evidente que não. Basta seguir os melhores exemplos de grandes cidades mundiais, como Frankfurt, Londres e Copenhagen, que harmonizaram o crescimento econômico, sempre sob a análise dos impactos ambientais que as ações administrativas provocam.

Vale reconhecer: São Paulo é o primeiro município brasileiro a aparecer no ranking Índice de Cidades Sustentáveis, da consultoria Arcadis, que classifica as cidades em 20 indicadores de cinco área-chave: economia, negócios, risco, infraestrutura e finanças. Ocupa a 31ª posição. Mas ainda temos um bom caminho para conquistar um posto entre as 10 metrópoles mais sustentáveis do planeta. É onde devemos estar.

Falta a São Paulo e às demais grandes cidades brasileiras colocar a sustentabilidade na agenda de prioridades de forma efetiva. É fundamental hoje, para qualquer gestão pública, ter um olhar que vise aliar o bem-estar da população com uso inteligente e racional de seus recursos naturais.

Também falta educar. Fomentar a produção cultural com vistas à sensibilização de massa e ampliação da consciência ambiental. E ter a infância e a juventude inseridas neste contexto. São elas que irão colher frutos ou as pedras das ações atuais.

Multiplicar os programas de incentivo à adoção de comportamentos mais colaborativos na utilização dos resíduos sólido, especialmente pela aplicação do conceito 5R (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar); manter atualizados os mapeamentos de áreas de risco; ampliar as políticas de proteção sócio-ambiental das famílias em áreas verdes destinadas ao lazer e bem-estar da população com a criação de parques, praças e projetos de recuperação de margens de rios – são alguns dos pontos que gestores devem perseguir ao atuar pelo bem comum.

Sabemos que as cidades gigantes não podem sonhar com a qualidade de vida de cidades menores. Mas i importante é perseverar e educar. Não há outra maneira de garantir cidades e um país mais saudáveis para as próximas gerações.

Texto de João Doria para a Forbes – Edição 42 – Junho de 2016