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Estudos espíritas para pessoas comuns – Dia 1

Tive meu primeiro acesso ao espiritismo Kardecista em 2008, através da minha amiga Elizabete Rosso. De lá pra cá tenho aprendido um pouco a cada ano. Já me matriculei em alguns cursos da FEB (Federação Espírita Brasileira), converso cotidianamente com pessoas que entendem da codificação das obras de Allan Kardec e sou muito fan das palestras do Aroldo Dultra Dias (por intermédio do amigo Frederico Santos).

Diferente da minha conversão ao cristianismo (evangélico, protestante, pentecostal, tradicional, calvinista), esse novo momento, no cristianismo espírita dos últimos 9 anos tem sido leve, sem pressa e sem lutas imaginárias contra inimigos invisíveis. De outro modo, as lutas têm sido cada dia mais reais, intensas e satisfatórias. Tenho vencido a mim mesmo, enquanto tenho amado a mim mesmo, respeitado e curtido cada parte que envolve ser eu. Por narcisismo? Não! Apenas por entender que o amor está em mim e a mim também serve. Tem sido mais fácil amar o próximo, inclusive perdoar e compreender.

O Jesus da bíblia é o mesmo Jesus que continua operando enquanto mesclo os conhecimentos atualizados dos códigos de livros como O Livro dos Espíritos, por exemplo.

O lema de introdução para o Livro dos Espíritos me guiaria até este momento:

“Para coisas novas precisamos de palavras novas; assim exige a clareza da linguagem, para evitarmos a confusão inerente ao sentido múltiplo dos mesmos termos.”

Das 3 curiosidades:

  • Alan Kardec não era médium
  • O livro foi transmitido através de diversos médiums da época
  • O livro chegou a ser proibido em alguns países da Europa

Do motivo deste primeiro texto:

Deixar público meu avanço no estudo da doutrina espírita e, através disto, manter acesa a chama desse novo jeito de ver e acreditar nas coisas. Não é objetivo evangelizar. Mesmo. Apenas ter como registro, mesmo que digital, a princípio, parte das coisas que interpreto do livro em questão.

O livro em sí: 

É formado por perguntas e respostas. Kardec pergunta, o Espírito de Verdade responde.

Minha intensão:

Ler uma questão por dia, juntamente com sua reposta. Sintetizar em um texto, de acordo com meu entendimento. Simples, leve e objetivo. Serão 1019 dias de reflexão.

Bem-vindo à bordo!

Primeira pergunta, de número 1019 (sim, estou fazendo igual com mangá, de trás pra frente).

Poderá jamais implantar-se na Terra o reinado do bem?

“O bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que a vêm habitar, os bons predominarem, porque, então, farão que aí reinem o amor e a justiça, fonte do bem e da felicidade. Por meio do progresso moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Estes, porém, não a deixarão, senão quando daí estejam banidos o orgulho e o egoísmo.

Predita foi a transformação da Humanidade e vos avizinhais do momento em que se dará, momento cuja chegada apressam todos os homens que auxiliam o progresso. Essa transformação se verificará por meio da encarnação de Espíritos melhores, que constituirão na Terra uma geração nova. Então, os Espíritos dos maus, que a morte vai ceifando dia a dia, e todos os que tentem deter a marcha das coisas serão daí excluídos, pois que viriam a estar deslocados entre os homens de bem, cuja felicidade perturbariam. Irão para mundos novos, menos adiantados, desempenhar missões penosas, trabalhando pelo seu próprio adiantamento, ao mesmo tempo que trabalharão pelo de seus irmãos mais atrasados. Neste banimento de Espíritos da Terra transformada, não percebeis a sublime alegoria do Paraíso perdido e, na vinda do homem para a Terra em semelhantes condições,
trazendo em si o gérmen de suas paixões e os vestígios da sua inferioridade primitiva, não descobris a não menos sublime alegoria do pecado original? Considerado deste ponto de vista, o pecado original se prende à natureza ainda imperfeita do homem que, assim, só é responsável por si mesmo, pelas suas próprias faltas e não pelas de seus pais.

Todos vós, homens de fé e de boa-vontade, trabalhai, portanto, com ânimo e zelo na grande obra da regeneração, que colhereis pelo cêntuplo o grão que houverdes semeado. Ai dos que fecham os olhos à luz! Preparam para si mesmos longos séculos de trevas e decepções. Ai dos que fazem dos bens deste mundo a fonte de todas as suas alegrias! Terão que sofrer privações muito mais numerosas do que os gozos de que desfrutaram! Ai, sobretudo, dos egoístas! Não acharão quem os ajude a carregar o fardo de suas misérias.”

SÃO LUÍS.

Ufa, tem jeito! 

Essa é a primeira expressão que me vem à mente quando leio essa resposta. Saber que não estamos ficando piores. Pelo contrário, estamos melhorando. Nos aperfeiçoando, nos tornando aquilo que viemos ser, já somos e/ou já fomos. Já podemos ver o progresso acontecendo nas inovações tecnológicas. Como diria o Shaw, “há menos mal do que bem”.

Melhor ainda é saber que essa perspectiva de evolução moral se dá no âmbito da vida real. Do cotidiano difícil de cada pessoa no mundo que carrega o fardo de ser quem é. Das dificuldades relacionais entre religiões e seus líderes. Das promessas de bomba atômica do amigo da Coréia do Norte, ou das cartas encantadoras do Papa Francisco pedindo paz.

O mundo nunca foi um lugar tão bom para se viver. Se olharmos a evolução dos últimos 200 anos, veremos que trata-se sim de um processo de higienização divina. O bem triunfará e não será através de um plano de governo mundial. Mas da vivência coletiva da unidade que sabemos ser. Do nível evolutivo que alcançaremos guerra após guerra, peste após peste e tsunamis após tsunamis.

Esta evolução passa, obviamente pelo viés ambiental, do cuidado com as mudanças climáticas e as novas tecnologias para tornar a água algo potável sem dificuldades. Além da redução da emissão de gases nocivos à atmosfera terrestre, a evolução da espécie em seus hábitos e prazeres. O equilíbrio dos hormônios e a cura de antigos males. Inevitavelmente o nascimento de outras visões do que significa ser feliz.