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As melhores campanhas do século XXI

Direto do Meio & Mensagem

Após o término do século XX, o Advertising Age, com o apoio de criativos e profissionais de diversas áreas de comunicação, listou os 100 comerciais mais marcantes dos cem anos anteriores. Agora, a publicação norte-americana volta a reunir um time de profissionais para eleger as 15 campanhas que marcaram os primeiros anos do século XXI.

Com a participação de 17 renomados executivos de agências e anunciantes – como Rei Inamoto e Andrew Keller – o Ad Age fez uma pré-seleção de 50 campanhas que, nos últimos 15 anos, ajudaram a mudar conceitos em relação às marcas e também à sociedade. Dessa lista prévia, os profissionais escolheram as 15 melhores.

Como critério de seleção das campanhas, o Ad Age pediu que os jurados se atentassem a três questões: se a campanha teve um papel disruptivo em relação à cultura publicitária global ou à cultura popular; se a campanha acabou criando uma nova categoria de produto e, por fim, se aquele conceito se tornou inesquecível.

Segue a lista das 15 campanhas escolhidas pelo Ad Age, em ordem decrescente:

15 – “Tap Project” – Droga5 New York – UNICEF

14- “Back to the Start” – CAA Marketing – Chipotle

13- “Whassup” – DDB Chicago – Budweiser

12- “Dumb Ways to Die” – McCann Melbourne – Metro Trains

11- “Most Interesting Man in the World” – Euro RCSG – Dos Equis (Heineken)

10- “Truth” – Crispin Porter & Bokusky e Arnold Worldwide – American Legacy

9- “Thank You, Mom” – Wieden+Kennedy – P&G

8- “Get a Mac” – TBWA – Apple

7- Small Business Saturday – Digitas e CP+B – American Express

6- “Subservient Chicken” – Crispin Porter + Bogusky – Burger King

5- “Stratos” – Red Bull

 

4- “The Man Your Man Could Smell Like” – Wieden+Kennedy – Old Spice


3- “The Hire – BMW Films” – Fallon – BWM

2- “Nike+” – R/GA – Nike

1- “Campaign for Real Beauty” – Ogilvy & Mather Toronto – Dove (Unilever)

Estou só dando uma olhadinha 

A visita do cliente e o que ele espera desse momento há muito não é pensada no varejo. 

Os resultados versus as metas, sempre tomando nocaute, tornam a percepção do pequeno empresário turva. Ele não consegue entender o que está errado, onde os produtos não estão agradando e, o pior, se o concorrente tem o mesmo produto, vê-lo vender e você não.
Senta aqui…

Tá na cara que, de um modo ou de outro, todos estão nas redes sociais. Elas já não são mistério pra ninguém. Outra evidência é que o preço das coisas já podem ser vistos sem que seja necessário sair de casa. Tão logo, o seu melhor preço já deve ser sabido pelos seus consumidores.

Ops…mas vc ainda se surpreende com a concorrência? Ou pior, sai correndo feito um louco para alcançá-lo através da redução do valor do seu produto que, provavelmente você comprou em maior quantidade, reduzindo assim a margem de lucro e tornando as despesas fixas um peso pra sua organização?

Pra piorar você ainda acha que é possível vender produtos de alto valor agregado utilizando táticas de camelôs (nada contra, apenas um paralelo)?

Desculpe, mas é preciso trocar os apelos “compre meu produto”, “visite minha loja” ou “venha nos fazer uma visita” por:

“Buscamos atender desejos que você sequer sabe que tem.”

“Nossos produtos são um mero detalhe, isso a concorrência tem. Nós cuidamos de você.”

Ou ainda:

“Visite a concorrência e veja o quanto somos diferentes.”

As pessoas preferem pagar o valor real de um produto quando seus atendentes apresentam uma certa “conexão” com o cliente, a importância daquela aquisição e entende sua vontade. Principalmente no Brasil, é muito fácil entender o gosto (ou falta dele) do cliente. Nosso público não e neutro, busca constantemente um lugar onde possa não apenas comprar um produto, mas ter um momento agradável, aconchegante mesmo.

Sem mais delongas, a conversão de uma visita em venda pode ser mais difícil do que você imagina. Envolve carisma, atenção, cuidado e, por fim, não menos importante, conhecimento da concorrência e sua aposta para o momento, sem lhe dar chances de perceber que a concorrência não existe, pois já não são produtos em troca de dinheiro, mas relacionamento.

Bons negócios! 

O planejamento de projetos no Brasil

Muitas empresas por onde passamos dizem que planejam seus projetos. Porém, quando olhamos de perto, notamos que, na realidade, poucas pessoas fazem de fato um planejamento completo e eficaz.

Foto: Living Well Spendingless

Entre As principais causas encontramos: a falta de conhecimento em como planejar, a quantidade de projetos em que os Gerentes de Projeto são alocados, a falta de cultura, a percepção de que planejamento é perda de tempo ou mera burocracia, dentre outras.

No exterior, em países em que as pessoas têm por hábito planejar projetos, tais como Alemanha, Japão, Estados Unidos e Inglaterra, o índice de sucesso quanto à conclusão dentro do prazo, do orçamento e de obtenção dos resultados desejados pela organização giram em torno de 80% (Standish Group, 2012). No Brasil, esse número dificilmente passa dos 20%.

Foto: Lean Construction

Estudos mostram que, quando o plano do projeto é escrito, as chances de sucesso aumentam em cerca de 60%, quando comparados aos resolvermos dos projetos em que o planejamento não é elaborado ( Quekuas e Barcui, 2008).

O percentual de dedicação no planejamento nesses países nos casos de sucesso é cerca de 20% a 25% de todo o projeto (Standish Group, 2012), ao passo que, no Brasil, há apenas 20 a 25 minutos de dedicação ao planejamento, é quase apenas mentalmente. Claro que os 20 a 25 minutos é uma brincadeira…ou não? A realidade, infelizmente, é que no Brasil se constata que a dedicação não é diferente disso. Afinal somos considerados mundo afora como o pop do “jeitinho”, do improviso, da proatividade, do jogo de cintura, da maleabilidade  e da criatividade. Sem entrarmos no mérito de julgamento de sermos piores ou melhores, mas será que para trabalhar com projetos, esse jeito de ser é o que nos traz os melhores resultados? Os países que citamos estão sempre “coincidentemente”, entre as principais economias do mundo. Portanto cabe aqui uma pergunta: quanto tempo é necessário para fazer um bom plano de projeto? E o que é necessário reunir para fazê-lo?

Imagem: Fertility Awareness

Muitos gerentes de projetos entram numa fria no começo do projeto. Recebem um proeiro com prazos curtos e pouco dinheiro – situação comum para quase todos que trabalham com projetos. Mas por que alguns executivos prometem o projeto para alguém em prazos e orçamentos tão ousados? Eles dizem que precisam entregar o projeto dentro de Gaia restrições, pois foram impostas pelo cliente ou pelo chefe do chefe; é que se não entregá-lo o Gerente de Proneto ficará numa situação complicada na empresa, podendo até ser mandado embora.

Enfim, normalmente, são as oportunidades do momento para o negócio.

Fonte: PM Visual – Robson Camargo

OS GESTORES DE MARKETING ESTÃO SOZINHOS?

O tempo médio de um profissional de marketing numa empresa é de 35 meses, chegando a 12 meses no segmento de alimentos. Mas por que eles duram tão pouco tempo nas empresas? Uma das razões para isso é a enorme pressão para trazer resultados financeiros, que eles enfrentam.
Mas os gestores de marketing estão sozinhos na busca por esses resultados. Muitos diretores de empresas tem a convicção de que a responsabilidade pela conquista de novos clientes e consequente lucratividade é responsabilidade apenas de um profissional solitário ou no máximo do departamento de marketing em que ele trabalha (Kotler, 2016). Segundo esse ponto de vista, os gestores de marketing são mágicos. Eles tem o poder para transformar toda a empresa e fazer as mudanças necessárias para que os produtos e serviços sejam um sucesso.
No entanto, é fácil demonstrar como esse raciocínio é falho. Acompanhe essa história:

Os diretores chamaram o Arthur, gerente de marketing. Disseram que a empresa ia mal, que era preciso aumentar as vendas a todo custo. Ou melhor, sem custos.

O Arthur disse que ia ser preciso fazer uma pesquisa de mercado. Os diretores disseram “Você tá maluco? Sabe quanto custa uma pesquisa?”. Arthur percebeu que ia ter que adivinhar a opinião dos clientes, usando sua bola de cristal. Ei, espere, ele não tinha bola de cristal. Os diretores diziam “Por que você não faz uma pesquisa pelo Facebook? É grátis!”. E lá foi o Arthur fazer sua enquete online, sem ajuda de ninguém. Sim, ele estava sozinho agora.

Depois de fazer sua pseudo-pesquisa, Arthur recebeu 50 respostas, todas negativas. Ele se perguntou se podia confiar naquelas respostas, pois afinal a empresa atendia 6.000 clientes todo mês. Será que a opinião daquelas 50 pessoas representava o que todos os clientes pensavam?

Arthur teve uma ideia: “E se eu consultar os chamados do SAC”? Quando fez isso percebeu que todo mês o call center recebia 3.000 ligações. A maioria delas eram de reclamações sobre os vendedores, o atendimento pós-venda e a demora na entrega dos produtos.

Ele percebeu a necessidade de fazer mudanças na empresa, se ela quisesse inverter o processo de perda dos clientes. Arthur então fez um relatório pedindo ajustes relativamente simples: os vendedores precisavam parar de prometer aquilo que a empresa não conseguia cumprir; o pós-venda precisava responder as dúvidas dos clientes sobre como se devia usar os produtos; o setor de entregas precisava padronizar os tempos de envio e melhorar a qualidade das embalagens, pra evitar que os produtos quebrassem no transporte.
Nada aconteceu. Arthur teve a certeza de que estava sozinho. Cada setor da empresa só queria bater suas metas, não importasse qual era a opinião dos clientes. A cultura da empresa precisava de mudanças, mas nem os diretores, nem os funcionários achavam isso necessário, pois daria muito trabalho, e eles não queriam fazer esforço. Não viam propósito em fazer isso.

Arthur teve que atualizar seu LinkedIn. Agora ele fazia parte das estatísticas de gestores de marketing que foram demitidos por serem “incompetentes”.

Depois de ler essa história muitas pessoas devem ter se identificado. Quantas vezes você levou a culpa por problemas que foram causados por outros departamentos? Já se sentiu impotente, de mãos amarradas, simplesmente esperando o pior acontecer? Já se sentiu sozinho?
Enquanto as organizações enxergarem o marketing como uma função solitária e não uma responsabilidade de todos os envolvidos na geração de valor, vai ser difícil fazer as mudanças necessárias. Portanto, é preciso que as empresas mudem seu ponto de vista se quiserem mudar seus resultados.

Referências

Kotler, P. (2016) Marketing para o Século XXI. Como criar, conquistar e dominar mercados. Ed. Nova Fronteira.

Fonte: Aqui